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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Morre Pelão, produtor musical de álbuns antológicos de Cartola, Nelson Cavaquinho e Adoniran Barbosa


É difícil dimensionar a contribuição de João Carlos Botezelli (1º de outubro de 1942 – 1º de setembro de 2021), o Pelão, para a indústria fonográfica do Brasil.

Basta dizer que foi pelo idealismo e pela determinação do paulista Pelão que Cartola (1908 – 1980) entrou em estúdio em 1974 para gravar o primeiro álbum solo quando já se aproximava dos 66 anos.

No ano anterior, Pelão já tinha feito a proeza de produzir um álbum de Nelson Cavaquinho (1911 – 1986) com fidelidade à estética do compositor, posto à vontade no estúdio, munido do próprio violão, como se estivesse cantando e tocando em birosca do Morro de Mangueira.

Em 1974, além do primeiro álbum solo de Cartola, Pelão produziu o primeiro álbum solo de Adoniran Barbosa (1912 – 1982), bamba de São Paulo (SP), cidade onde Botezelli –paulista nascido em São José do Rio Preto (SP) – se criou e onde morreu na tarde desta quarta-feira, 1º de setembro, vitima de infarto.

Pelão saiu de cena a um mês de completar 79 anos, deixando legado inestimável na música brasileira, em especial na área do samba.

Pelão (à direita na foto de 1976) com  Carlos Cachaça na capa do livro 'Pelão – A revolução pela música' — Foto: Reprodução

Pelão (à direita na foto de 1976) com Carlos Cachaça na capa do livro 'Pelão – A revolução pela música' — Foto: Reprodução

A atuação do produtor está documentada no livro Pelão – A revolução pela música (2021), biografia de Botezelli, escrita pelo jornalista Celso de Campos Jr. e lançada em janeiro.

Ao todo, o nome de Pelão consta nas fichas técnicas de mais de 70 discos, incluindo álbuns de estúdio, registros ao vivo de shows, compilações e projetos fonográficos especiais.

A discografia produzida por Pelão inclui, além de LPs dos artistas já mencionados, álbuns relevantes de Carlos Cachaça (1902 – 1999) – com quem aparece na capa da biografia editada via Garoa Livros em foto de 1976, ano em que Pelão deu forma ao primeiro e único álbum solo do bamba da escola de samba Mangueira – e Nelson Sargento (1924 – 2021).

Para Pelão, produtor de temperamento forte e boêmio, disco era realmente cultura, como vinha sentenciado na contracapa dos LPs editados nos anos 1970.

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