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domingo, 1 de agosto de 2021

O brilho da black music



Levar ao palco ícones da música negra mundial é a árdua tarefa que Ícaro Silva se propõe com o espetáculo “Ícaro and the Black Stars”, que tem apresentação única em Belo Horizonte sábado (27), às 21h, no Centro Cultural do Minas Tênis Clube.

Em cena, o ator e músico interpreta o comandante de uma banda que viaja no tempo para prestar uma homenagem à potência da black music. Em um primeiro momento, o espetáculo pode parecer um musical, mas não é exatamente isso. “É algo bem vanguardista. Tem elementos de show, de musical, de stand-up... Não dá para definir bem”, explica Silva, que divide o palco com Hananza e Luci Salutes.

A música, entretanto, é o carro-chefe do projeto, que é a terceira parceria entre o ator, o dramaturgo Pedro Brício e o diretor Alexandre Elias. Juntos, eles já haviam feito a peça “S’imbora, o Musical”, sobre Wilson Simonal (1938-2000), e a versão menor derivada desse trabalho, batizada apenas de “Show em Simonal” – a segunda parceria citada.

Silva explica que os três já vinham conversando sobre a ideia de abordar a música negra em algum trabalho há tempos. Mas foi no ano passado que o trio finalmente decidiu levar a ideia adiante.

“A dramaturgia proposta pelo Pedro parece sair da minha cabeça, e o Alexandre conseguiu transformar em música tudo que eu propus dentro do meu caótico fluxo criativo”, afirma o artista.

Em “Ícaro and the Black Stars”, ele retorna ao repertório de Simonal, além de interpretar sucessos de Michael Jackson, Bob Marley, Tim Maia, James Brown e Beyoncé, entre outros. Aliás, ao representar a popstar norte-americana no quadro “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão” (Globo), no ano passado, Silva colecionou elogios e saiu vencedor da competição.

“O maior trabalho está em encontrar as interseções entre esses ícones e o artista que sou e/ou quero ser. O desafio mesmo é trazer isso para o público e fazê-lo viver essas histórias com a mesma intensidade que experimentamos no palco”, pontua o artista, que atualmente também pode ser visto no cinema como Skunk, um dos fundadores do grupo brasileiro Planet Hemp, no filme “Legalize Já”.

Homenagem

No intervalo entre as músicas, Ícaro Silva conta histórias vividas pelos artistas que compõem o repertório do espetáculo, misturando, inclusive, elementos de sua própria trajetória. “É importante, antes de mais nada, entender que este é um espetáculo que celebra, apresenta e homenageia a cultura negra, como pilar central na formação da cultura brasileira. Esse já é um ponto em que eu e todos esses artistas nos conectamos, num ideal de resistir, ainda que negados culturalmente”, diz o artista.

“A cultura negra se baseia na resistência e na autoafirmação, e o resultado disso é tão explosivo que permeia todo e qualquer artista no passado e no futuro, incluindo eu mesmo, incluindo os que virão”, acrescenta Silva.

Convidado

Cada apresentação de “Ícaro and the Black Stars” conta com um convidado. Ícaro Silva, em conversa com a reportagem, ele tentou manter em segredo o nome do artista com quem vai dividir o palco em Belo Horizonte, mas acabou revelando: será Flávio Renegado. “BH vai ser a nossa primeira apresentação fora do Rio. Então, é onde começa a turnê. Para nós, é uma honra fazer isso ao lado de um artista que não é um ícone só em Minas, mas no Brasil”, finaliza.

 

CASA CHEIA EM TODAS AS SESSÕES

Desde a estreia, o espetáculo “Ícaro and the Black Stars” vem lotando casas, para a alegria de Ícaro Silva. “Mesmo em época de Copa do Mundo, os shows no Rio de Janeiro ficaram cheios, com as pessoas comparecendo em peso, todos os dias!”, comemora o artista.

Uma das razões que ele encontra para tanto interesse é “a identificação muito bonita que acontece entre o público e o que se passa no palco”, avalia. Um momento especial é quando a plateia canta junto “No Woman No Cry”, de Bob Marley (1945-1981), cita Silva. “É aí que acontece um verdadeiro culto ao amor, uma comunhão de afetos”, avalia.

E o reconhecimento do público é ainda mais especial pela entrega do artista ao projeto. “Estou inteiro neste trabalho – tanto que sou coprodutor. Nele, falo de temas relacionados a mim, à minha carreira. Então, é um projeto que faço com a energia no máximo”, explica o artista.

Serviço

“Ícaro and the Black Stars”, com Ícaro Silva. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes), sábado (27), às 21h. R$ 50 (inteira).

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