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domingo, 22 de agosto de 2021

Nos 50 anos de ‘What’s Going On’, vida de Marvin Gaye vai virar filme


A vida de Marvin Gaye, autor da obra-prima What’s Going On, vai virar um filme biográfico, dirigido por Allen Hughes e produzido por Dr. Dre, Jimmy Iovine e Andrew Lazar. O espólio do artista e a gravadora Motown deram sinal verde para a produção, o que significa que todas as canções de Gaye poderão ser usadas no filme, segundo uma reportagem do site Deadline. A notícia é a cereja do bolo que faltava nas celebrações do cinquentenário do antológico álbum que mudou a cara da música pop americana. Lançado em 21 de maio de 1971, o disco What’s Going On encontrou um raro equilíbrio entre músicas envolventes e palatáveis com crítica social e contra a guerra do Vietnã.

A história da gravação do álbum é um caso a parte. No início dos anos 1970, nenhuma gravadora grande aceitava músicas de protesto. Canções assim não vendiam, dizia o senso comum. Marvin Gaye provou o contrário. Inspirada por eventos reais de brutalidade policial testemunhados por Renaldo Benson, co-autor da faixa com Gaye e Al Cleveland, a canção-título versa sobre o que está acontecendo no mundo. A deliciosa pegada soul, funk e jazz fez um estrondoso sucesso e provou que, sim, as pessoas queriam ouvir canções de protesto, abrindo caminho para dezenas de outros artistas negros, como – para citar apenas dois – Michael Jackson e Prince estourarem nos anos seguintes. Já Smokey Robinson afirmou certa vez que What’s Going On era o disco mais importante da história. Os temas do álbum, embora focados na dramática década de 1970, continuam mais atuais do que nunca, refletidos em movimentos como Black Lives Matter.

Graças a esse álbum, a Motown, que era até então uma gravadora de nicho, explodiu. Gaye tornou-se o primeiro cantor negro a assinar um contrato acima de 1 milhão de dólares. Depois de What’s Going On, ele emplacou outros sucessos como Ain’t That Peculiar, How Sweet It Is (To Be Loved by You), I Heard It Through the Grapevine, Ain’t No Mountain High Enough, Ain’t Nothing Like the Real Thing, You’re All I Need To Get By, Let’s Get It On e Sexual Healing.

Agora, a história do artista será retratada nas telas, após muitas tentativas fracassadas – boa parte delas porque os produtores não detinham autorização para usar as músicas de Gaye. “Sua voz é celestial, mas cheia de dor, agonia e êxtase ao mesmo tempo”, disse o diretor Allen Hughes em entrevista ao site Deadline. O filme, que será produzido a partir do ano que vem, e terá um orçamento de 80 milhões de dólares, o maior já disponível para uma cinebiografia de um músico negro americano. A escolha do ator que irá interpretar o cantor ainda não foi definida.

Para além da influência musical do artista, o documentário abordará também a trágica relação que o cantor mantinha com seu pai, Marvin Pentz Gay. O cantor foi morto pelo próprio genitor, em 1º de abril de 1984, na véspera de seu aniversário de 45 anos, com um tiro de revólver – ironicamente a mesma arma com que Gaye havia presenteado seu pai alguns anos antes. A obra de Gaye, no entanto, segue mais viva e pulsante que nunca.



 

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